Imagens obtidas mostram um grupo de homens armados com fuzis circulando dentro de uma unidade da Águas do Rio, na Pavuna, na Zona Norte do Rio. Segundo relatos, os homens seriam traficantes que fugiam da operação da Polícia Militar no Complexo de Israel e teriam entrado no local por volta das 12h30 para se esconder.
A concessionária informou que “algumas atividades da estação foram impactadas devido à intercorrência”.
Em uma das imagens, um grupo aparece caminhando pela área interna da unidade. Em outra, homens são vistos ao lado de veículos estacionados e de motocicletas. Ao todo, seis bandidos aparecem nas imagens, todos com fuzis.
A presença dos criminosos na unidade teria provocado apreensão entre os funcionários da concessionária. Segundo relatos, eles estariam com medo de retornar ao trabalho. Essa unidade da empresa de distribuição de água atende cerca de 150 mil pessoas no Rio.
O que dizem as autoridades
Nota da Águas do Rio
“A Águas do Rio repudia o ocorrido na ETE Pavuna na tarde de segunda-feira (24) e informa que as autoridades acompanham o caso.
A concessionária informa que algumas atividades da estação foram impactadas devido à intercorrência.”
A PM disse que “não houve acionamento para o fato relatado”.
Operação no Complexo de Israel
A Polícia Militar iniciou na madrugada desta segunda-feira a segunda fase da ocupação do Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio. A operação ocorre nas regiões de Vigário Geral e Parada de Lucas, áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP).
Durante a ação, houve intensos tiroteios na chegada das equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Por volta das 2h30, a PM determinou o fechamento preventivo da Avenida Brasil, da Linha Vermelha e da Rodovia Washington Luís. O trânsito ficou interrompido por cerca de meia hora.
Mais tarde, por volta das 9h40, criminosos invadiram a Avenida Brasil, na altura de Coelho Neto, renderam motoristas de dois caminhões e obrigaram os veículos a serem atravessados na pista. Os caminhões foram incendiados.
Outros dois caminhões também foram atacados na altura de Vigário Geral, nos dois sentidos da Avenida Brasil.
Por volta das 11h45, o trânsito havia sido parcialmente liberado, mas ainda havia retenções. Quatro homens tinham sido presos e dois fuzis e uma granada haviam sido apreendidos. Não havia informações sobre feridos.
A operação é a segunda fase da ocupação iniciada na sexta-feira (21), quando policiais avançaram sobre áreas como Cidade Alta, Pica-Pau e Cinco Bocas. Na ocasião, segundo a PM, mais de 10 toneladas de barricadas foram retiradas e três vias que tinham valas foram liberadas.
A corporação informou que a ocupação do Complexo de Israel é por tempo indeterminado. O objetivo é combater a disputa territorial entre o TCP e o Comando Vermelho (CV), além de quadrilhas que usam a região como base para roubos de veículos e cargas.
A PM também afirma que a operação busca combater práticas de perseguição e intolerância religiosa contra minorias religiosas, incluindo praticantes de religiões de matriz africana e outros segmentos cristãos.
Fonte: G1
