O BTG Pactual vem ampliando sua presença no mercado imobiliário do Rio de Janeiro com a aquisição de hotéis, edifícios e grandes empreendimentos residenciais. A estratégia consiste em comprar ativos com potencial de valorização, reformá-los e relançá-los para um público de alto poder aquisitivo.
Entre as principais operações está a aquisição de 18 imóveis da AccorInvest no Brasil, em uma negociação avaliada em R$ 1,7 bilhão. O pacote reúne cerca de 2,6 mil quartos e inclui ícones da hotelaria carioca, como o Fairmont Copacabana e o antigo Caesar Park, atualmente Sofitel Ipanema. Os hotéis continuam sendo operados pela Accor, mas passaram a integrar fundos administrados pelo BTG.
O banco também avançou sobre o Ilha Pura, bairro planejado construído na Barra da Tijuca para hospedar atletas durante os Jogos Olímpicos de 2016. O empreendimento reúne 31 torres e aproximadamente 3,6 mil apartamentos. Agora, parte dos imóveis está sendo reformulada e associada a marcas brasileiras de decoração, como Ornare e Artefacto.
Um dos novos projetos previstos para o Ilha Pura terá quatro torres, 544 unidades e Valor Geral de Vendas estimado em pelo menos R$ 845 milhões. A iniciativa faz parte da aposta do BTG nas chamadas branded residences, empreendimentos de luxo vinculados a marcas reconhecidas
A movimentação também alcança edifícios já construídos em áreas valorizadas da cidade. O modelo adotado pelo banco é adquirir imóveis em bloco, muitas vezes com descontos significativos, modernizar os espaços e capturar a valorização no momento do relançamento.
Mais do que simplesmente “comprar o Rio”, como sugere a publicação que repercutiu nas redes sociais, o BTG, liderado por André Esteves, aproveita ativos subvalorizados para ocupar uma posição cada vez mais relevante no mercado imobiliário carioca. A estratégia demonstra confiança na retomada e na valorização dos segmentos residencial e hoteleiro da cidade.
