O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) anunciou, neste domingo (14), que vai dar apoio a cidade do Rio de Janeiro por causa das fortes chuvas que atingiram a região metropolitana. Ao menos dez pessoas morreram.
De acordo com o ministro Waldez Góes, a frente da pasta, o governo pode ajudar a região com compra de alimentos e água potável, assistência humanitária e também para restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura pública destruída ou danificada pelo desastre.
“Não faltarão recursos federais para atendimento à cidade do Rio de Janeiro. Essa é uma determinação do presidente Lula para qualquer caso de desastre em nosso País”, afirmou Góez.
No começo da tarde, Góez e o prefeito da cidade, Eduardo Paes, conversaram por telefone sobre a ajuda necessária. O ministro colocou a Defesa Civil Nacional à disposição da capital.
“Estamos acompanhando de perto a situação do Rio de Janeiro e iremos fazer tudo o que for necessário para atender a população afetada”, afirmou o ministro.
O prefeito Eduardo Paes pediu pediu para a população evitar deslocamentos na cidade neste domingo, sobretudo nas áreas atingidas.
Atuação do governo federal
Em nota, a Presidência da República informou que Lula telefonou para os prefeitos Eduardo Paes, da cidade do Rio de Janeiro, e Wagner Carneiro, de Belford Roxo, e “garantiu todo o apoio do Governo Federal ao trabalho das prefeituras e assistência da população atingida pelas chuvas”.
O Planalto também informou que Lula também acionou os ministros Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional, e Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, para acompanharem os trabalhos das equipes de assistência e de infraestrutura.
“O ministro Waldez deve viajar à região com uma equipe do Governo Federal para acompanhar a situação e encaminhar as medidas de auxílio aos afetados pelas chuvas”, diz o comunicado.
O ministro da Assistência Social, Wellington Dias, se disse solidário às famílias afetadas e anunciou em uma rede social que a pasta está trabalhando para ajudar as autoridades locais a acolher as pessoas atingidas pelos estragos causados pelas chuvas.
“Orientei a decretação de emergência e devemos fazer a antecipação do pagamento do Bolsa Família para todos os beneficiários que estejam nas áreas de risco. Também seguiremos integrados com o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sob comando do presidente Lula, para definirmos as próximas medidas”, afirmou.
Estragos da chuva
As chuvas atingiram a cidade, especial a Zona Norte e sua região de fronteira com a Baixada Fluminense, desde a noite de sábado.
Entre os transtornos vividos no Rio ao longo do domingo estão a falta de luz no hospital Ronaldo Gazolla, em Acari. Moradores de áreas como a Pavuna viram o rio que passa o bairro transbordar. Em Anchieta choveu 259,2 milímetros no período de 24 horas, o recorde em toda a série histórica.
A Defesa Civil registrou mais de 30 bolsões d’água nas vias principais da cidade, 15 pontos de alagamento e cinco quedas de árvores.
A Avenida Brasil ficou alagada nos dois sentidos, na altura de Irajá, e foi interditada durante a madrugada. Ela foi reaberta por volta das 11h30. Apenas a pista central no sentido Centro ainda permanecia interditada para o trabalho das equipes municipais.
Por volta das 14h20, porém, a Rodovia Washington Luís ainda estava bloqueada por alagamentos em frente à Reduc, o que provocou um grande engarrafamento. Uma pista reversível foi aberta no sentido Juiz de Fora, em Duque de Caxias, operando entre o km 109 e km 114.
